1. Projeção no Forte de Copacabana. Foto: José Roberto Couto
14 | 02 | 2008
Novos projetores da ON estreiam em projeção inédita no forte de Copacabana
Tatiana Queiroz - Revista Luz & Cena - Edição #103Os cariocas e turistas ganharam uma nova atração durante o verão no Rio de Janeiro. Com 36 metros de altura e pesando 80 toneladas uma roda-gigante ocupou o Forte de Copacabana entre os dias 20 de janeiro e 9 de fevereiro, proporcionando aos visitantes uma visão inédita de algumas praias cariocas.
A roda veio da Alemanha e tem 24 gôndolas, cada uma com capacidade para seis pessoas. A estrutura foi iluminada durante à noite com projeções da exposição Olhar Redondo. O evento patrocinado pela Skol e produzido pela Dream Factory também contou com bares e pista de dança.
A iluminação do espaço foi feita pela Zuluz e a cenografia dos ambientes foi desenvolvida pelo designer Diogo Reis. A empresa ON deu o suporte técnico e forneceu três projetores Chrisitie modelo Roadie 25K para as projeções.
O equipamento é full HD e tem tecnologia 3 DLP, 25,000 ANSI Lumens de potência e resolução de 2048 X 1080 pixels. Os projetores foram posicionados numa estrutura tubular de andaimes a 47m de distância da roda e a 13m de altura do chão.
Imagens criadas por ilustradores e diretores de arte e de vídeo foram projetadas em uma tela redonda de sanet de 24m de diâmetro presa à face externa da roda. Todo o conteúdo visual - das projeções à decoração dos ambientes - foi desenvolvido em cima do conceito de redondo, adotado pelas campanhas publicitárias da Skol.
Dentro desse universo, os artistas Leandro Lima, Daniela Ferrari, Carlos Nader, André Wissenbach, Gisela Motta e Marcello Dantas criaram vídeos com imagens que vão de planetas aos espremedores de suco, dos olhos aos relógios. "As imagens são um mix de imagens reais com imagens sintéticas criadas em computador", diz Marcello Dantas, curador da exposição.
A equipe usou softwares como After Effects, Maya, e 3ds Max, além de uma câmera Hasselblad de 39 megapixels para captar algumas imagens. "Usamos também pela primeira vez uma câmera nova que grava a 200 quadros por segundo", conta Dantas.
No Bar da Roda, a estética era dos botequins antigos do Rio de Janeiro. O piso reproduzia ladrilhos hidráulicos. O mobiliário com linhas curvam seguiam o conceito de redondo. As mesas tinham tabuleiros impressos de jogos como gamão e dama. Numa mesa maior, com banco em S, havia o jogo verdade conseqüência com uma garrafa girando.
Uma outra garrafa cenográfica, gigante, iluminada interiormente, foi colocada dentro do balcão do bar. No fundo da tenda, três painéis de 12m traziam ilustrações vetoriais referências, principalmente, da paisagem do Rio e da marca Skol.
No Bar da Pista, a cabine do DJ era formada por uma cobertura inclinada em forma de disco, de 5m de diâmetro. Quem quisesse fazer a sua própria seleção de músicas, era só colocar um dos fones wi-fi disponível com três canais de estilos de música.

